Este tutorial apresenta dois cenários que permitem aumentar a disponibilidades de servidores VMware Server e máquinas virtuais, é uma solução que atende ambientes de TI que precisam disponibilizar máquinas virtuais com sistema de contingenciamento e não possui uma infra-estrutura de SAN e a solução VMware Infrastructure 3, esta infra-estrutura não tem o intuito de substituir o ambiente citado anteriormente que é o recomendado para ambientes críticos que precisem de alta disponibilidade. O projeto para estes cenários surgiu quando trabalhava em uma empresa de TI que possui uma fábrica de software e precisa disponibilizar vários servidores para os diversos projetos em andamento e o tempo para recuperação do ambiente operacional era mínimo, pois qualquer problema afetaria os projetos causando atrasos e conseqüentemente multas.

Cenários

Foram elaborados dois cenários: Cenário A com os requisitos mínimos e o Cenário B, o ideal.

Cenário A

Cenário B

A solução

Cada servidor deve possuir as mesmas configurações de hardware, a quantidade de máquina virtual por servidor não deve ultrapassar 50 % da capacidade, pois em caso de pane o segundo servidor deverá assumir as máquinas virtuais do outro, esta solução utiliza o princípio de cluster ativo/passivo, embora os dois servidores estejam ativos com máquinas virtuais operacionais. A transferência das máquinas virtuais é feita manualmente, quando um dos servidores apresentarem problemas ficando inativo, suas respectivas máquinas virtuais precisam ser inventariadas no servidor que permanecer ativo e inicializadas.

Pré-requisitos
Hardware Rede Software Pacotes Serviços
– 2x Servidores
– CPU x86 32/64 bits 733 MHz ou superior;
– Mínimo de 1.7 GB de espaço livre para instalação básica;
– Memória 512 MB mínimo, recomendado 2 GB;
– Storage tipo DAS (Direct-attached storage);
– 2x NIcs.
– Endereço ip estático do host. – SUSE Linux Enterprise 10 SP2
– Mozilla Firefox 2.0 ou 3.0
– VMware Server 2.0
– gcc
– OCFS2
– Kernel
Source
– Heartbeat
– SSH

Recomendações
Hardware:
Servidores
– 2x CPU Quad Core 1.66 GHz ou superior – Memória DDR2 800 MHz 8 GB ou superior
– 2x Discos SAS 7200 RPM em RAID 1 – 5x interfaces – 2x Gbit e 3x 10/100 Mb

Dica: A quantidade de memória RAM tem relação direta com a quantidade de memória alocada e a quantidade de máquinas virtuais. O sistema operacional e VMServer precisam de 1 GB. Devido ao overhead a VMWare recomenda os valores:

Memória alocada para Máquina Virtual Memória adicional necessária
Até 512MB Até 54MB
Até1000MB Até 62MB
Até2000MB Até 79MB
Até 3600MB Até 105MB

Storage
– Discos SCSI SAS é RAID 10
– Espaço em disco suficiente para abrigar todas as máquinas virtuais e permitir snapshots, utilizar no máximo 75 % do total do volume total disponível.

Dica:
1 – Na criação de uma máquina virtual é possível escolher modo de alocação do disco virtual, mesmo que a opção seja alocação dinâmica, utilizar o valor definido para o tamanho do disco e não o tamanho alocado pelo arquivo vmdk.
2 – Recomendado periodicamente executar a desfragmentação do disco onde as máquinas virtuais estão armazenadas, definir um intervalo de tempo razoável.

SWAP e /tmp

– Para área de swap e o diretório /tmp alocar espaço de 1,5 vezes a quantidade de memória RAM do host.

Software Complementares
– Nagios – Software de backup

Dicas:
1 – O Nagios irá monitorar os servidores e o serviço do VMware Server. O software de backup para backup das configurações dos servidores, VMware Server e da pasta de armazenamento das máquinas virtuais, é possível criar um script para parar as máquinas virtuais e compactar as pastas das máquinas virtuais em uma área temporária para fazer o backup, recomendo utilizar o TAR + GZIP.
2 – A configuração de rede:
– Duas interfaces Gigabit Ethernet configuradas como bridged no VMWare Server;
– Duas interfaces Fast Ethernet configuradas para redundância do OCFS2;
– Uma interface Fast Ethernet configurada para console.

Instalação SUSE Linux Enterprise 10 SP2:

Instalar SUSE Linux Enterprise Server 10 SP2, não utilizar a opção de particionamento automático, criar uma partição /tmp e área de swap conforme recomendação, não instalar programas e serviços desnecessários como o serviço de impressão e instalar os pacotes Kernel Source, gcc e OCFS2. Para instalar estes pacotes durante a instalação deverá clicar em software e selecionar os pacotes que serão removidos ou instalados, caso não tenha escolhido os software que serão instalados durante a instalação do SUSE poderá utilizar a ferramenta Yast para adicionar ou remover software.

Dica: O storage poderá ser particionado durante ou após a instalação, mas ele não deverá ser formatdo.

Para saber mais sobre instalação do SUSE Linux Enterprise
http://www.novell.com/documentation/sles10/index.html

Select to Guide
– Installation -> SLES 10 SP2 Installation and Administration Guide

Configuração Cluster File Sharing

Servidores
Executar o comando partprobe em cada servidor que fará parte do nó.
Executar o comando rco2cb enable em cada servidor do nó para verificar os serviços necessários para configuração do cluster
Executar o comando ocfs2console, no menu clicar no item cluster, seguido de configure nodes. Inserir o nome e o endereço IP dos servidores que farão parte do nó, clicar em Apply e depois em close. Clicar no menu item Cluster seguido de Propagate Configuraton.

Execute os comandos em cada servidor
# /etc/init.d/o2cb load (Carrega os módulos)
# /etc/init.d/o2cb enable
# /etc/init.d/o2cb online (Inicializa o cluster)
# chkconfig –add ocfs2
# chkconfig –add o2cb
# /etc/init.d/o2cb configure (Configura o serviço para carregar durante a inicialização)
# insserv o2cb (Necessário para assegurar que o sistema de arquivos OCFS2 seja montado após a reinicialização dos servidores)
# insserv ocfs2 (Necessário para assegurar que o sistema de arquivos OCFS2 seja montado após a reinicialização dos servidores)

Dicas:
1 – Quando estava adicionando os nós ao clicar em Apply uma mensagem de erro informando que não poderia adicionar os servidores, para resolver este problema fechar ocfs2console, excluir/renomear o arquivo cluster.conf localizado em /etc/ocfs2.
2 – Durante a propagação da configuração ocorreu um erro, o firewall estava bloqueando a conexão com o outro servidor do nó. O no firewall liberar serviço SSH e a porta 7777 – TCP.

Disco
O disco compartilhado pelos nós precisa ser formatado com o sistema de arquivo OCFS2, esta formatação pode ser feita através da ferramenta de linha de comando ou pela ferramenta ocfs2console.

Formatando

Ferramenta ocfs2console
Selecionar o disco disponível, clicar no item Task seguido de format.

Recomendações:
– O tamanho do bloco (block-size) recomendado para maioria dos discos é 4k
– O cluster size mais apropriado para grandes volumes, grandes arquivos é 128 k.

Ferramenta de linha de comando

# mkfs.ocfs2 -b 4K -C 32K -N 4 -L /dev/disco – SCSI sd “letra + número” IDE hd “letra + número”

Montando volume

Ferramenta ocfs2console
Selecionar o disco e clicar em no ícone Mount, informar o ponto de montagem.

Ferramenta de linha de comando:
# mount -t ocfs2 /dev/disco /ponto de montagem

Para montar o volume durante a inicialização do sistema operacional editar o arquivo fstab dos servidores e incluir

/dev/disco /ponto de montagem ocfs2 _netdev,datavolume,nointr 0 0

Para saber mais sobre instalação e configuração do OCFS2
http://oss.oracle.com/projects/ocfs2/
OCFS2 1.4 User’s Guide
http://www.sandervanvugt.com/nl/artikelen/linux-setting-ocfs2-file-system


* Heartbeat
Executar o comando yast2 heartbeat e configurar os nós.
Para saber mais sobre instalação e configuração heartbeat
http://www.sandervanvugt.com/nl/artikelen/linux-setting-heartbeat-cluster-xen

http://www.linuxtopia.org/online_books/suse_linux_guides/SLES10/suse_enterprise_linux_server_installation_admin/b3il26q.html

http://www.novell.com/documentation/sles10/heartbeat/index.html?page=/documentation/sles10/heartbeat/data/b8nrkl5.html

Dica: A configuração do serviço heartbeat é opcional, mas recomendado para prover o recurso de alta disponibilidade – HA. Com o recurso provido pelo OCFS2 cada host irá acessar a mesma área de armazenamento mas é pastas (storages) diferentes e em caso de para de um dos servidores e necessário apenas adicionar as máquinas virtuais ao inventário do servidor ativo.

VMware Server 2.0

Copiar o arquivo VMware-server-2.0.0-xxxxxx.xxx.rpm para uma área temporária, executar o comando rpm -Uvh VMware-server-2.0.0-xxxxxx.xxx.rpm.
Executar o comando vmware-config.pl e um assistente em modo texto solicitará algumas confirmações.
Após finalizar o processo de instalação abrir o navegador e digitar localhost:8222 em endereço para acessar a console de administração do VMware Server.

http://www.vmware.com/support/pubs/server_pubs.html

Para saber mais sobre instalação do VMware Server 2.0

VMware Server User’s Guide

Datastore

Durante a instalação informar o caminho onde as máquinas virtuais serão armazenadas, o local onde o storage será montado. Criar uma pasta para cada servidor do nó.

Máquinas Virtuais

Adicionar ao inventário apenas as máquinas armazenadas no storage do respectivo host.

Por:

Sandoval Ribeiro
Analista de Suporte, bacharelando em Sistemas de Informação.

Bom, a muito tempo venho procurando um método para fazer o backup das VMs no ESXi, pois o mesmo não vem com suporte para backup, com o VCB, o que torna esta missão um pouco mais dificil, mas como sempre, tem um jeito😉.

Hoje recebi um e-mail do pessoal do VirtualAdmin e vi um post que me interessou muito, uma ferramenta de Backup e Management chamada VM Explorer, serve para backup do ESXi,  ele utiliza SSH para fazer backup das VMs, e inclusive de VMWare Server e ESX Server.

Você pode baixar a ferramenta aqui

O Post pode ser visto no link

http://blogs.virtualizationadmin.com/davis/2008/11/29/vm-explorer-vmx-free-vmware-backup-mgmt-tool/

Aliás, é um site que eu recomendo

VirtualizationAdmin

Embora conceito de virtualização exista desde os mainframe, o sistema MVS (Multiple Virtual Storag) usado nos mainframes IBM System/370 e IBM System/390 foi um dos precursores, ainda existem alguns céticos quanta a sua utilização nos ambientes corporativos. A capacidade de processamento e gerenciamento de memória da arquitetura x86 atual alcançou níveis surpreendentes impulsionando o uso de ferramentas que permitam aproveitar todo o potencial desta plataforma com os sistemas de virtualização.

O que é virtualização?

Virtualização é uma técnica que permite o compartilhamento dos recursos de hardware por máquinas virtuais de forma independente, cada máquina virtual pode executar um sistema operacional, aplicação ou serviço como uma máquina física. O software de virtualização cria uma camada intermediária entre o hardware e o sistema operacional.

Otimização

Tipicamente a taxa de utilização de um servidor x86 está entre 10% e 15% segundo IDC, o custo da infra-estrutura física e de gerenciamento tem aumentado gradativamente, os novos processadores com 4 núcleos e previsão de um nova geração com 6 núcleos são fatores que corroboram para uma nova tendência: virtualizar. A questão não é mais virtualizar ou não, mas quando e qual e ferramenta que melhor atende.

As ferramentas de virtualização permitem utilizar os recursos computacionais com maior eficiência, reduzir custos com ar condicionado, energia elétrica, gerenciamento, diminui tempo de para e são muito funcionais na recuperação de desastres.

Benefícios:

• As ferramentas de virtualização permitem criação de máquinas virtuais em curto prazo, criação de modelos, duplicação de máquinas virtuais, recuperação de ambientes com pequeno tempo de parada, alta disponibilidade.

• As máquinas virtuais são armazenadas em arquivos, em caso de desastre precisa apenas restaurar a pasta com os arquivos e o servidor estará operacional.

• Criação de laboratórios de software, rede e plataformas utilizando apenas um servidor/desktop.

• Gerenciamento remoto e flexível dos servidores de virtualização e das máquinas virtuais.

Empresas:

As principais fornecedoras de soluções de virtualização são:

VMware
• Datacenter: VMware Infrastructure, VMware Site Recovery Manager, VMware Lab Manage;
• Desktop: VMware VDI, VMware ThinApp, VMware ACE, VMware Workstation, VMware Fusion;
• Free: VMware Server, VMware Player, VMware ESX 3i.

Citrix:
• XenApp;
• XenDesktop;
• XenServer.

Sun:
• xVM VirtualBox;
• xVM VirtualBox Enterprise

Microsoft:
• Virtual PC;
• Virtual Server;
• Hyper-V.

Clientes de peso:

No Brasil várias empresas nos diversos seguimentos utilizam soluções de virtualização. Abaixo estão listados apenas alguns.

• Bancos: Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa, Banrisul, Banco Central.
• Empresas de TI: Serpro, Brasil Telecom, Dataprev, Prodasen.
• Jurídico: STJ, TRF Brasília, CJF.

Conclusão

Além de prover economia, ser ecologicamente correta, a solução de virtualização permite um alto retorno de investimento. Antes de implementar alguns cuidados devem ser tomados, testes as ferramentas, é possível fazer downloads das diversas versões incluído as de avaliação, faça um capacity planner (qualquer fabricante auxilia nesta etapa) para identificar quais servidores podem ser virtualizados, comece com um projeto piloto, depois de escolhida a solução inicie a migração gradativamente, execute testes nos servidores virtualizados e após homologação desative gradativamente os servidores físicos.

Para saber mais:

www.vmware.com

http://citrix.com/English/ps2/products/product.asp?contentID=683148

http://www.sun.com/software/products/virtualbox/get.jsp

http://www.microsoft.com/windowsserver2008/en/us/hyperv.aspx

Pessoal,

Estamos voltando com o blog, agora também teremos mais um editor, que é o Sr. Sandoval Ribeiro, especialista em plataforma Windows e VMWare.

Abs[]

Pessoal🙂

Semana que vem, se eu tiver tempo e paciência vou escrever um review do “Microsoft Virtual Server 2005 R2 x VMWare ESX Server 3.5

Abs[]

Antes de tudo, aviso que odeio formatar, ainda tento, mas não tenho paciência, se alguém quiser reformatar e me mandar pra eu publicar de novo sinta-se a vontade🙂

Preparando um servidor.

Crie uma VM no servidor VMWare com as configurações que você deseja! Depois de criada,

instale um servidor Windows.

Quando você estiver com tudo instalado, pare este servidor, clique nele com o botão direito

e vá em “Convert to Template“. Ele irá converter o servidor para um template😀

Preparando arquivo de Resposta com Sysprep

Neste artigo iremos preparar o arquivo Sysprep do Windows para instalação customizada de VMs

no VMWare ESX Server…

Lembrando, que para utilizar este recurso, você deverá ter instalado o VirtualCenter😀

Baixe o Sysprep no site da Microsoft www.microsoft.com/download não lembro o link de cabeça

😛

Depois de baixado, extraia e coloque o sysprep dentro de C:\Documents and Settings\All Users\Application Data\VMware\VMware VirtualCenter\sysprep\versão_do_windows

Crie o arquivo de resposta! Se você não sabe, irei te ajudar, rode o arquivo setupmgr.exe e o resto é intuitivo😀

Abra o console do VC, e vá em EDIT > Customization Specifications

Clique em “New

em “Target Virtual Machine OS” você definirá o sistema do Guest (neste caso Windows)
Marque a caixa “Use Custom Sysprep Answer File

em “Name” digite o nome dessa especificação, ex: “Servidores WEB” e no description, uma descrição, clique em “Next

Na próxima tela você terá 2 opções:

– De importar o arquivo de Resposta (Import File)
– Colar o arquivo de resposta (sysprep.inf Text)

Escolha a sua e de next! A seguir ele pede para você configurar a placa de rede deste novo host🙂, se você quer customizar ou usar as configurações tipicas, escolha a sua🙂 e de next (eu escolhi tipica, hehehe)

A fim de explicação, se você colocar “Customize” você poderá adicionar mais de uma placa e configurar endereço IP, DNS, Gateway do host, mas como você vai usar para configurarservidores prontos, ele adicionaria o mesmo IP para todos os servidores em que você utilizar este mesmo template de customização.

Após ele pergunta se você deseja criar um novo SID (Security ID) para o Servidor, marque se você deseja (recomendável).

Logo após ele mostra um resumo das configurações, e o botão para concluir a customização😀

Como usar?

Lembra do servidor de template que você criou? Agora você irá clicar no servidor (host) e ir na aba “Virtual Machines” lá você verá o seu servidor, ele está como template! Clique com o botão direito nele e selecione “Deploy Virtual Machine from this Template“, ele abrirá uma tela para você configurar o novo servidor Virtual!

Ele pedirá o nome da nova máquina, e o Datacenter que ela irá ficar, digite o nome,

selecione o datacenter e clique em next!
Na próxima tela ele pede o servidor (host) do Datacenter escolhido que deverá rodar o
guest, selecione, ele fará uma verificação de compatibilidade para ver se o servidor pode
rodar a VM Selecionada! se tudo der certo, clique em NEXT.

Depois ele pedirá o storage que você deseja armazenar este servidor, selecione e Next!
Chegou o que a gente queria😀

Ele pede o seguinte, se você quer customizar este novo GUEST, nele você tem as opções:

Dot Not Customize (ele não vai customizar)
Customize using the Customization Wizard (aqui ele abrirá uma nova tela e você preencheráas novas configurações do servidor, no nosso caso também funciona, porque o sysprep tá configurado no servidor Virtual Center)
Customize using an existing customization specification (aqui ele irá usar aquele arquivo que a gente criou, ou outro que você também tenha criado). Selecione a terceira opção, ele abrirá uma tela embaixo para você selecionar o arquivo

pronto, selecione e dê NEXT.

Na outra tela ele mostra um Review (Resumo) da configuração, quando você clicar em “Finish” ele irá criar um VM a partir do Template, depois quando você restartar, terá uma máquina funcional do jeito que você colocou em seu sysprep🙂

Caso você tenha dúvidas, pode escrever🙂

augusto.ferronato[at]gmail.com

Abs[]

Neste artigo iremos prepara um ambiente Suse para o Oracle 10g

Configurando o Suse 9 SP 3 para o Oracle 10g

Neste artigo iremos abordar a configuração do Suse Enterprise 9 para deixa exatamente nos

padrões recomendados pela Oracle.
Baseado no Artigo (PRE-REQ) da própria Oracle disponível no endereço:

http://download-uk.oracle.com/docs/cd/B19306_01/install.102/b15660/pre_install.htm#BABIBGFA

Para baixar o arquivo de pre-req é necessário acessar o site, e se cadastrar!
http://metalink.oracle.com

obs: Caso alguém necessite do Script me envie um e-mail que eu encaminharei.

Ambiente
SLES 9 SP 3 http://download.novell.com
Oracle 10g

Hardware

P4 3.2
2GB DDR
120 GB HD

Mãos a obra!

Checando Hardware

Entre 1024 e 2048 – a SWAP tem que ter 1,5 vezes o tamanho da RAM
Entre 2049 – 8192 – A SWAP tem que ser igual o tamanho da RAM
Mais de 8192 – A SWAP tem que ter 0,75 vezes o tamanho da RAM

Necessário
400 MB de espaço no /tmp
1,5 a 3,5 de espaço para o ORACLE

Coloque os CDs do Suse na Bandeja e comece a instalar, é necessário ter o X instalado para o Oracle, pois o instalador é gráfico!

Pacotes
SUSE Linux Enterprise Server 9:

binutils-2.15.90.0.1.1-32.5
gcc-3.3.3-43.24
gcc-c++-3.3.3-43.24
glibc-2.3.3-98.28
gnome-libs-1.4.1.7-671.1
libstdc++-3.3.3-43.24
libstdc++-devel-3.3.3-43.24
make-3.80-184.1
pdksh-5.2.14-780.1
sysstat-5.0.1-35.1
xscreensaver-4.16-2.6

Kernel
SUSE Linux Enterprise Server 9.0:

2.6.5-7.201 (Default)

Necessariamente são os pacotes
Linux Basis
Linux Tools
Kernel Devel
Linux Tools
X

Criando as partições, por recomendação própria crie as seguintes partições
/ORC (20 gb – Oracle)
/ORC1 (30 GB – Bancos)
/ORC2 (30 GB – Bancos)

O ORC2 é opcional

Com o Suse Instalado, instale o SP 2 ou Maior, depois reinicie e vá para o Shell

Depois que você reiniciar a máquina, configure o hostname da máquina, editando o arquivo /etc/hosts

#vi /etc/hosts

127.0.0.1 nomedamaquina.dominio nomedamaquina
IP_DA_MAQUINA nomedamaquina.dominio nomedamaquina

#hostname
minhamaquina

No BASH Sete a variável de hostname do Oracle

$ ORACLE_HOSTNAME=seuhost.dominio
$ export ORACLE_HOSTNAME

Depois é necessário criar um grupo e login para o usuário do oracle
#groupadd dba
#useradd oracle
#useradd -g dba -G users oracle

-g (seta o primary group do usuário)
-G (seta o secondary group do usuário)

Agora com o usuário criado, vamos criar o arquivo /etc/sysctl.conf , pode default o SUSE não

cria este arquivo, crie ele:

#vi /etc/sysctl.conf

net.ipv4.ip_forward = 0
net.ipv4.conf.default.rp_filter = 1
net.ipv4.conf.default.accept_source_route = 0
kernel.sysrq = 0
kernel.core_uses_pid = 1
kernel.shmmax = 2147483648
kernel.shmall = 2097152
#kernel.shmmax = 536870912
kernel.shmmni = 4096
kernel.sem = 250 32000 100 128
fs.file-max = 65536
net.ipv4.ip_local_port_range = 1024 65000
net.core.rmem_default = 262144
net.core.wmem_default = 262144
net.core.rmem_max = 262144
net.core.wmem_max = 262144

Essas variáves são minha, as que estão no site da Oracle não consegue completar o requisito exigido (ainda não sei o porquê).

Agora para carregar o arquivo de o comando:
#chkconfig boot.sysctl on

edite o arquivo /etc/security/limits.conf

#vi /etc/security/limits.conf

oracle soft nproc 2047
oracle hard nproc 16384
oracle soft nofile 4096
oracle hard nofile 65536

Salve o arquivo

Edite o arquivo /etc/pam.d/login

#vi /etc/pam.d/login

session required /lib/security/pam_limits.so
session required pam_limits.so

Dependendo do tipo de Shell que você escolheu para o seu usuário, serão necessários scripts

diferentes dentro do profile do usuário, segue os scripts para KORN e BASH

#vi /etc/profile
ou
#vi /etc/profile.local (crie o arquivo)

if [ \$USER = “oracle” ]; then
if [ \$SHELL = “/bin/ksh” ]; then
ulimit -p 16384
ulimit -n 65536
else
ulimit -u 16384 -n 65536
fi
umask 022
fi

Dê CHMOD nas pastas ORC*

chown -R oracle:dba /ORC
chown -R oracle:dba /ORC1
chown -R oracle:dba /ORC2

chmod -R 775 /ORC
chmod -R 775 /ORC1
chmod -R 775 /ORC2

Rode o script de pre-req

#perl validate.pl 10g_rdbms_linux_hcve_092305.txt

Test Results
~~~~~~~~~~~~

ID NAME RESULT C VALUE
===== ==================== ====== = ========================================
10 OS certified? PASSED = Certified with 10g RDBMS
20 User in /etc/passwd? PASSED = userOK
30 Group in /etc/group? PASSED = GroupOK
40 Input ORACLE_HOME RECORD $ORACLE_HOME
50 ORACLE_HOME valid? PASSED = OHNotSpecified
60 O_H perms OK? PASSED = OHNotSpecified
70 Umask set to 022? PASSED = UmaskOK
80 LDLIBRARYPATH unset? PASSED = UnSet
100 Other O_Hs in PATH? PASSED = NoneFound
110 oraInventory perms PASSED = oraInventoryNotFound
120 /tmp adequate? PASSED = TempSpaceOK
130 Swap (in Mb) PASSED > 2049
140 RAM (in Mb) PASSED > 2027
150 Swap OK? PASSED = SwapOK
160 Disk Space OK? PASSED = OHNotSpecified
170 Kernel params OK? PASSED = KernelOK
180 Got ld,nm,ar,make? PASSED = ld_nm_ar_make_found
190 ulimits OK? PASSED = ulimitOK
203 RHEL21 rpms ok? PASSED = NotRedHat
204 RHEL3 rpms ok? PASSED = NotRedHat
205 SuSE SLES8 rpms ok? PASSED = NotSLES8
206 SuSE SLES9 rpms ok? PASSED = SLES9rpmsOK
207 3006854 installed? PASSED = NotRequired
208 LD_ASSUME_KERNEL set PASSED = NotRedHat
209 ip_local_port_range PASSED = ip_local_port_rangeOK
210 Tainted Kernel? PASSED = NotVerifiable
220 other OUI up? PASSED = NoOtherOUI

Ok

Agora rode o instalador do ORACLE (com o usuário oracle)

$ cd /ORC
$./runInstall

Pronto, siga os passos, o instalador é totalmente gráfico!

Qualquer dúvida é só me contactar

augusto.ferronato[at]gmail.com